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As instalações de energia ucranianas são novamente alvo de destrutivos e intensos ataques com mísseis russos, resultando na morte de pelo menos quatro pessoas.

**Vaga de Ataques de Mísseis Russos Contra Infraestruturas Energéticas Ucranianas Mata Pelo Menos Quatro e Aprofunda Crise**

A Ucrânia amanheceu novamente sob o som ensurdecedor de explosões e o rastro devastador de uma nova e massiva vaga de ataques de mísseis russos. Visando implacavelmente as já fragilizadas infraestruturas energéticas do país, os bombardeamentos deixaram pelo menos quatro mortos e mergulharam milhões de ucranianos em mais uma crise de eletricidade e aquecimento, num momento em que a chegada do inverno promete condições ainda mais adversas.

As cidades de Kiev, Kharkiv, Lviv, Odessa, Dnipro e Zaporizhzhia, entre outras, foram alvos de um assalto aéreo coordenado que incluiu dezenas de mísseis de cruzeiro e drones kamikaze. O Estado-Maior das Forças Armadas Ucranianas relatou que as defesas aéreas conseguiram intercetar uma parte significativa dos projéteis, mas muitos conseguiram penetrar, causando danos extensos a centrais elétricas, subestações de alta tensão e outras instalações críticas de transmissão e distribuição de energia.

Os serviços de emergência e as autoridades locais confirmaram que os ataques resultaram na morte de pelo menos quatro civis, incluindo residentes que se encontravam nas proximidades das infraestruturas atingidas. Dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, e edifícios residenciais adjacentes aos alvos foram danificados, com janelas estilhaçadas e paredes rachadas, aumentando o número de deslocados e a angústia de uma população já exausta pela guerra. O número de vítimas, contudo, é provisório e teme-se que possa aumentar à medida que as operações de busca e salvamento progridem sob os escombros.

Os impactos humanitários são imediatos e severos. Milhões de pessoas em todo o país ficaram sem eletricidade, levando a apagões generalizados que paralisaram o transporte público, interromperam os serviços de água e aquecimento e causaram o encerramento de hospitais, escolas e empresas. A falta de eletricidade afeta diretamente a capacidade de aquecimento das casas, um golpe brutal para os cidadãos ucranianos que se preparam para enfrentar as temperaturas gélidas do inverno europeu. O sistema de aquecimento urbano, dependente da energia elétrica, falhou em várias cidades, forçando famílias a procurar alternativas improvisadas e perigosas para se manterem quentes.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou veementemente os ataques, classificando-os como crimes de guerra e uma tentativa deliberada de infligir sofrimento máximo à população civil. Num discurso noturno, Zelensky sublinhou a resiliência do povo ucraniano e prometeu que o país não se renderá à "estratégia de terror" da Rússia. "Eles querem nos quebrar com o frio e a escuridão", disse ele, "mas não terão sucesso. Trabalharemos incansavelmente para restaurar tudo e a nossa luz interior nunca será apagada." O Presidente apelou novamente aos parceiros internacionais para que forneçam mais sistemas de defesa aérea avançados, argumentando que a proteção do céu ucraniano é essencial para salvar vidas e proteger a infraestrutura vital do país.

As equipas de reparação de energia, os engenheiros e os trabalhadores de emergência estão a trabalhar 24 horas por dia, em condições extremamente perigosas, muitas vezes sob ameaça de novos ataques, para restabelecer o fornecimento. No entanto, a escala da destruição é tal que a recuperação completa pode levar dias, se não semanas, em algumas áreas, e os danos cumulativos ao longo de meses de bombardeamentos tornam cada nova vaga de ataques mais difícil de gerir. A capacidade de reparação da Ucrânia está a ser posta à prova, com a escassez de equipamento especializado e peças de reposição que foram destruídas ou danificadas.

A comunidade internacional reagiu com condenação generalizada. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, reiterou o seu apelo à cessação imediata dos ataques a civis e à infraestrutura civil, que são proibidos pelo direito internacional humanitário. A União Europeia e a NATO denunciaram os ataques como atos de barbárie e reafirmaram o seu apoio inabalável à Ucrânia, prometendo acelerar a entrega de ajuda humanitária e material, incluindo geradores de energia e equipamento para reparação da rede elétrica. Os Estados Unidos também condenaram os ataques, comprometendo-se a fornecer mais assistência à Ucrânia, incluindo sistemas de defesa aérea e apoio financeiro para a recuperação da infraestrutura.

A Rússia, por sua vez, justificou os ataques como uma "resposta legítima" a alegados "atos terroristas" da Ucrânia, como o ataque à Ponte da Crimeia e outras instalações russas. Moscovo nega visar civis, apesar das provas esmagadoras do contrário e do impacto direto dos seus mísseis na vida de milhões de ucranianos. Esta justificação é amplamente rejeitada pela comunidade internacional, que vê nestes ataques uma tentativa deliberada de desmoralizar a população ucraniana e quebrar a sua resistência.

Esta última vaga de ataques marca uma intensificação da estratégia russa de usar o inverno como arma de guerra, buscando paralisar a Ucrânia através do colapso da sua rede energética. Desde o início da invasão em grande escala, a Rússia tem sistematicamente visado infraestruturas críticas, mas as ondas de ataques massivos contra o setor energético tornaram-se particularmente frequentes e devastadoras nos últimos meses. Esta tática visa não apenas desgastar a Ucrânia militarmente, mas também exaurir a sua população civil e forçar o governo ucraniano a negociar em termos desfavoráveis.

À medida que os dias ficam mais curtos e as temperaturas caem, a Ucrânia enfrenta uma das suas épocas mais desafiadoras. A resiliência do seu povo e a solidariedade dos seus aliados serão testadas ao limite enquanto o país luta para manter as luzes acesas e as casas aquecidas sob a ameaça constante de mais mísseis e drones. A luta pela soberania da Ucrânia é, agora mais do que nunca, uma luta pela sobrevivência diária de milhões.

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