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O 'Herói de Israel': Após longos 11 anos em cativeiro do Hamas, o corpo do Tenente Hadar Goldin é finalmente repatriado para casa.

# Herói de Israel: Após 11 Anos em Cativeiro do Hamas, o Corpo do Tenente Hadar Goldin é Trazido para Casa

A espera terminou. Após uma década de angústia, incerteza e uma luta incansável que capturou o coração de uma nação inteira, o corpo do Tenente Hadar Goldin, um soldado israelense que caiu em combate e cujos restos mortais foram detidos pelo Hamas na Faixa de Gaza por onze longos anos, foi finalmente trazido para casa. Este momento, embora envolto em dor e luto, representa um profundo encerramento para sua família e para o Estado de Israel, sublinhando o compromisso inabalável da nação de trazer cada um de seus filhos de volta, vivos ou para o descanso final em solo pátrio.

Hadar Goldin era mais do que um soldado; ele era um jovem promissor com um futuro brilhante pela frente. Nascido em uma família sionista profundamente enraizada em Kfar Saba, ele se mudou para Elkana, na Samaria, com seus pais, Leah e Simcha, e seus irmãos, Tzur e Hemi. Hadar era um artista talentoso, um estudante dedicado e um líder natural. Ele serviu nas Forças de Defesa de Israel (FDI) com distinção, eventualmente alcançando o posto de Tenente na Brigada Givati. Seu comprometimento com a defesa de seu país era inquestionável, e ele personificava os valores de coragem, sacrifício e dedicação que Israel tanto preza em seus defensores.

A tragédia que roubou Hadar de sua família e nação ocorreu em 1º de agosto de 2014, durante a Operação "Margem Protetora" (ou "Guardião das Fronteiras") na Faixa de Gaza. Em um dia fatídico, no que se tornou conhecido como a "Sexta-feira Negra" de Rafah, Hadar e seus colegas soldados estavam operando para desmantelar um túnel terrorista que se estendia de Gaza para Israel. Ele foi emboscado por terroristas do Hamas que emergiram de um túnel. Em meio ao caos do ataque, dois de seus companheiros, Major Benaya Sarel e Sargento Liel Gidoni, foram mortos. Hadar, que estava tentando cobrir seus companheiros e proteger civis, foi gravemente ferido e capturado. Posteriormente, foi declarado que ele havia morrido no ataque e que seus restos mortais haviam sido levados para Gaza pelo Hamas. A doutrina militar israelense conhecida como a "Diretriz Hannibal" – que busca prevenir a captura de soldados, mesmo que isso signifique colocar em risco o próprio soldado – foi invocada naquele dia, em uma tentativa desesperada de impedir o sequestro, mas o destino de Hadar já estava selado.

Para Leah e Simcha Goldin, e seus filhos Tzur e Hemi, os onze anos que se seguiram foram uma odisséia de dor excruciante, uma mistura de esperança teimosa e desespero sufocante. Eles se recusaram a aceitar que Hadar seria esquecido ou que seus restos mortais permaneceriam nas mãos de seus inimigos. A família Goldin transformou sua tragédia pessoal em uma missão nacional. Eles viajaram o mundo, encontraram-se com chefes de estado, líderes religiosos e diplomatas. Fizeram lobby incansavelmente em Israel e em fóruns internacionais, pedindo a devolução de Hadar e de outros israelenses detidos ou cujos restos mortais estavam em poder do Hamas, como o Sargento Oron Shaul e os civis Avera Mengistu e Hisham al-Sayed.

A batalha dos Goldins não era apenas pela memória de Hadar, mas também um lembrete constante para a liderança israelense e para o mundo de que havia um preço a ser pago por tais ações terroristas e que Israel não abandonaria seus filhos. A imagem de Leah e Simcha, com sua dignidade e determinação inabaláveis, tornou-se um símbolo da resiliência e da perseverança do povo judeu. Suas vozes ecoavam a promessa bíblica de que "não há maior amor do que este: dar alguém a sua vida pelos seus amigos", e a promessa nacional de que "nunca deixaremos um soldado para trás".

A jornada para trazer Hadar para casa foi complexa e repleta de obstáculos. As negociações com o Hamas são notórias por sua dificuldade e sensibilidade, frequentemente envolvendo mediadores internacionais e acordos indiretos. Ao longo dos anos, houve relatórios intermitentes de possíveis avanços, apenas para serem seguidos por desilusões. A devolução de restos mortais de soldados é frequentemente uma parte central de acordos de troca de prisioneiros, onde Israel é forçado a libertar terroristas condenados em troca de seus próprios cidadãos ou de seus despojos. A intensidade dos esforços diplomáticos e de inteligência para alcançar este objetivo é inimaginável, operando muitas vezes nos bastidores, longe dos olhos do público.

O avanço que levou à devolução dos restos mortais de Hadar Goldin após 11 anos é um testemunho da persistência e do compromisso de Israel em cumprir sua promessa. Embora os detalhes exatos da operação e dos termos do acordo que permitiram seu retorno possam permanecer confidenciais por razões de segurança, a notícia de sua chegada a solo israelense ressoou como um sino de alívio e gratidão.

A cerimônia de retorno, embora despojada e solene, foi carregada de significado. Em um caixão envolto na bandeira de Israel, Hadar Goldin foi recebido por líderes militares, membros do governo e, o mais importante, por sua família, que esperou por este momento por mais de uma década. A dor era palpável, mas também havia uma sensação de dever cumprido, de uma dívida honrada. O funeral de Hadar não foi apenas um evento familiar; foi um evento nacional. Milhares de israelenses, de todas as esferas da vida, vieram prestar suas últimas homenagens. Lágrimas foram derramadas não apenas pela perda de um jovem herói, mas também pela lembrança do alto preço que a segurança de Israel exige. Discursos comoventes foram feitos, celebrando sua vida, seu serviço e o legado de sua família.

Hadar Goldin, ao ser finalmente sepultado em solo israelense, transcende a figura de um soldado individual para se tornar um símbolo. Ele representa o sacrifício final feito por tantos jovens israelenses que se alistam para proteger sua nação. Sua história é um lembrete pungente dos desafios contínuos que Israel enfrenta em um ambiente regional hostil e do compromisso inabalável de sua sociedade com os princípios de unidade e responsabilidade mútua. A promessa de "nunca deixar ninguém para trás" é mais do que um slogan; é um pilar da identidade nacional israelense.

Enquanto a família Goldin encontra finalmente um grau de encerramento, a luta por outros israelenses detidos ou cujos corpos estão em Gaza continua. O retorno de Hadar, embora uma vitória agridoce, destaca a urgência de trazer para casa Oron Shaul e os civis Avera Mengistu e Hisham al-Sayed. A nação de Israel, que tanto se orgulha de sua resiliência e de seu espírito de unidade, reafirma seu compromisso de não descansar até que todos estejam em casa.

A história do Tenente Hadar Goldin, um herói de Israel, é uma tapeçaria tecida com fios de bravura, perda, esperança e a inabalável força do amor familiar e da solidariedade nacional. Seu retorno para casa, após 11 anos em cativeiro do Hamas, é um capítulo doloroso, mas crucial, na narrativa contínua de um povo que se recusa a ser quebrado e que, contra todas as adversidades, persiste em lutar por seus próprios. Que sua memória seja uma bênção e uma inspiração eterna.

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